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#Crer

O Luis Fernando Veríssimo acordou revoltado com  a humanidade (ou seria com Grêmio?), e deu flood na timeline de seus seguidores no Twitter para postar o pequeno texto abaixo:

Não faltam motivos para descrer da humanidade.

Vamos combinar que fizemos coisas extraordinárias, mas nossa passagem pela Terra não está sendo, exatamente, um sucesso.

Para cada catedral erguida bombardeamos três, para cada civilização vicejante liquidamos quatro.

A cada gesto de grandeza correspondem 5 ou 6 de baixeza, para cada Gandhi produzimos 7 tiranos, para cada Patrícia Pilar 17 energúmenos.

Inventamos vacinas para salvar a vida de milhões ao mesmo tempo em que matamos outros milhões pelo contágio e a fome.

Criamos telefones portáteis q funcionam como gravadores, computadores e às vezes até telefones, mas ainda temos problema com a coriza nasal.

Nosso dia a dia é cheio de pequenas calhordices, dos outros e nossas.

Rareiam as razões para confiar no vizinho ao nosso lado

O que dirá do político lá longe, cuja verdadeira natureza muitas vezes só vamos conhecer pela câmera escondida.

Somos decididamente uma espécie inconfiável, além de venal, traiçoeira e mesquinha.

E estamos envenenando o planeta, num suicídio lento do qual ninguém escapará. E sem falar no racismo, no terrorismo e no Big Brother Brasil.

Eu tinha desistido de esperar pela nossa regeneração. Ela não viria pela religião, que se transformou em apenas outro ramo de negócios.

Nem viria pela revolução, mesmo que se pagasse para o povo ocupar as barricadas.

Eu achava que a espécie não tinha jeito, não tinha volta, não tinha salvação.

Meu desencanto era total. Só o abandonaria diante de alguma prova irrefutável de altruísmo e caráter que redimisse a humanidade.

Uma prova de tal tamanho e tal significado, que anularia meu ceticismo terminal e restauraria minha esperança no futuro.

E esta prova virá neste domingo, se o Grêmio derrotar o Flamengo no Maracanã.

A volta da minha fé na humanidade não interessa, Grêmio. Pense no que dirá a História. Pense nas futuras gerações!

Luis Fernando Veríssimo, na manhã de hoje (03/12/09),

via Twitter (http://twitter.com/LuisFVerissimo).

Pelo jeito, eu só apareço aqui pra fazer queixas não é mesmo? Vou mudar o nome do blog para: o blog da revoltada!!

Maaaaas… é que eu ando meio sem inspiração para escrever e só me “animo” quando fico realmente p… da vida com alguma coisa, e então corro aqui pra desabafar com vocês.

Há alguns dias, liguei para a casa do meu irmão para falar com ele em horário de almoço, mas ele não estava. Fiquei sabendo pela “digníssima” (cof, cof…) esposa dele que eles iriam se mudar, e o local escolhido eu não achei dos mais adequados, principalmente por causa da minha sobrinha, que tem poucos meses a mais de idade que a minha filha. Aconselhei-a, como boa alma que sou, a pensar melhor no assunto e até dei sugestões, para tentar ajudar na decisão. Afinal de contas, eu amo meu irmão e a minha sobrinha e, até então, eu não sabia que a senhora dele não era quem parecia ser… (Neste momento eu ouço a voz do Sheldon Cooper me dizendo: – Bazeenga!)

O que aconteceu foi que a “distinta” pessoa, quando meu irmão chegou em casa, fez a minha caveira, distorcendo o que eu falei, praticamente dizendo para ele que eu estava contra eles, entre otras cositas más… Agora o meu irmão (que parece ter tomado um chá de calcinha velha daqueles bem bravos) acha que sou a pior das criaturas, e falei coisas muito más pra mulherzinha dele.

Posso com isto? Logo eu que odeio fofoca, futrica, disse-me-disse e afins, vira e mexe sou alvo da maledicência de gente desocupada, justamente quando tento ajudar os maledettos da língua grande, que teimam em tentar aprontar comigo. Digo “tentar”, porque nunca conseguem… Quem direito anda, direitos tem. E eu sempre procuro fazer as coisas da forma correta, por isto nunca fui prejudicada por este tipo de coisa.

Ainda não tive a oportunidade de ter com meu irmão, porque vou deixar para fazer isto tête-a-tête, assim que eu puder ir para a Bahia… Mas vê lá se eu vou deixar barato um trem destes?? Com toda a classe e dignidade que Deus me deu (Amém!), assim que chegar lá vou intimar os dois a comparecerem à casa de meus pais, e vou tirar toda esta conversa a limpo direitinho. Quero só ver se a fulaninha vai ter a coragem de inventar ou aumentar o que eu disse na minha cara. Até porque, pelas histórias que fiquei sabendo da dita cuja, após o ocorrido, se ela faz o que faz, é porque ninguém teve coragem de enfrentá-la ainda. Mas o que não vou aceitar é que uma qualquer, que apareceu na vida de meu irmão mais de 20 anos depois de mim, venha se meter em nossa relação.

Agora… como nada me custa fazer uma pequena enquete aqui, a título de diversão, eu vos pergunto, amados leitores: O que acham que eu devo fazer com esta periguete de 5a categoria??

  1. Faço um boneco vodoo e jogo pó de mico bem na periquita dele, pra ela ficar sem dar por 1 ano??
  2. Amarro ela numa cadeira, em um quarto escuro, por 24 horas, ao lado de um som tocando Stephanny Abosluta (ou pior) sem parar??
  3. Mando ela pra Brasília, para cumprir pena de trabalhos forçados como faxineira do penico do Lula??
  4. Enfio num container e despacho do Afeganistão??

E então, meus queridos?? O que me sugerem?? :D

Ai, ai… Como diz o ditado que dá título a este post, se cunhado fosse um negócio bom, não começada com c**. :P

A coisa mais chata que existe, desde que o Homem resolveu viver em comunidade, é ter vizinhos. Tudo bem que às vezes a gente dá sorte e acha uns vizinhos legais, quietinhos, que não pentelham, etc. Suponho que meus vizinhos pensem isto de nós, já que além de não sermos barulhentos e de respeitarmos as regras do condomínio, nunca os incomodamos para nada.

Mas, sempre tem a turma da falta de simancol… Meus vizinhos de porta não são dos piores, não são barulhentos, mas têm dois defeitos muito chatos!! Um deles é a mania TOSCA de colocar o lixo pra fora depois do horário de recolher (ou fora do dia), e ainda por cima colocar os sacos de lixo DELES na NOSSA porta. (Hein? o.O) Este problema nem a síndica deu jeito e eu já desisti de dar queixa…

O segundo é mais hilário do que chato. Algumas pessoas não têm a menor noção do conceito de “intimidade“. Aqui no prédio tem uma vaga de garagem por apartamento, mas aqui em casa são dois carros (o nosso e o dos sogros). Então, alugamos a vaga dos vizinhos de porta, que não possuem carro. Até aí, tudo bem. Só que, por conta disso, acredito que eles se acham no direito de tocar a campanhia daqui às 21h, sem interfonar antes para perguntar se pode vir aqui ou avisar… Minha sogra, muito boazinha, já estava de pijama, mas ainda a atendeu. E enquanto ela está ali conversando com a vizinha, pacientemente, cá estou desabafando neste post.

Agora me digam: alguém aí me explica o que passa na cabeça desse povo??? É cada uma…

A “bela malvada” Anne escreveu em seu blog:

Hoje eu estava ouvindo o Paulinho Boca de Cantor, lembram dele? Dos Novos Baianos? “Quero tudo: o céu na terra, quero muito, quero é mais.”. Uia. Juro que acho linda essa disposição prá vida. Pena que não perdure.

O problema, amiga, é que quase ninguém consegue ser intenso full time (digo quase, porque não conheço os 6 bilhões de habitantes desta bola). Acredito que em algum momento a energia acaba, e às vezes até cedo demais. Cazuza é um exemplo famoso de pessoa que tentou viver tudo muito intensamente e não sobreviveu. E existem outros casos, menos dramáticos.

Na minha opinião, a verdadeira beleza está em saber dosar as coisas. Parace simples, mas na prática é tão difícil. Não é qualquer um que consegue… Nestas horas é que admiro a minha avó, Ada Bahia. Quantas senhoras de mais de 60 anos você conhece que tem disposição para fazer cruzeiros marítimos de 20, 30 dias com a neta de 20 anos? A minha avó fez um este ano, com minha prima. (risos)

Acho uma delícia estas pessoas que sabem coordenar suas vidas distribuindo seus dias e horas em obrigação e lazer com harmonia. E mais: que conseguem disfrutar de todos estes momentos com todo o prazer possível. Nas ocasiões que estive com D. Ada enquanto ela estava trabalhando eu pude observar que ela não reclama de ter que fazer isso, mesmo depois dos 60 anos. Uma vez ela me disse que procura tirar proveito de todas as coisas que faz, a trabalho ou se divertindo, porque não adianta nada fazer as coisas de cara feia e achando ruim. Deve estar aí o segredo da boa saúde e disposição dela.

Conheço pessoas bem mais novas do que eu com muito menos disposição para a vida e para qualquer coisa. Estamos vivendo na Era da Preguiça?? Sempre tenho a impressão de que as pessoas da minha geração em diante sofrem de uma “preguiça” e uma “má-vontade” crônicas. Preguiça de experimentar, de aprender, de ter uma cultura mais rica, de crescer, de evoluir, de ser melhor com o próximo. Estamos cercados de milhares de adultescentes (adolescente de 30 anos), que se acham totalmente no direito de ser e agir como se tivessem 15 anos. A responsabilidade para com o próximo foi pro saco… A energia destas pessoas é toda gasta em horas e horas de academia, baladas e pseudo-relacionamentos. Consomem tudo pronto, entalado, empacotado. Engolem sem mastigar tudo que lhes é oferecido.

Há pouco tempo eu conheci uma senhora de 80 anos, tia do meu sogro, que está sempre estudando. Ela fez faculdade de Física depois dos 70 anos. Disposição pra vida é isso… É não ter medo de aprender, de conhecer coisas novas, seja em que idade for. Enquanto isto, alguns jovens de 20 e poucos anos que conheçam acham que já terminaram tudo o que tinham para fazer porque conseguiram concluir uma graduação e se ‘estabilizaram’ em um emprego. Não percebem que esta “má-vontade” para com a vida vai, no futuro, fazer com que sejam substituidos por outros jovens.

É uma pena, tudo isto. Extremamente lamentável.

O mundo seria mais divertido se existissem mais pessoas com a Srta. Ka, que não se cansa de aprender coisas novas todos os dias. Para alguém que se diz ‘incompleta‘, ela é uma das figuras mais interessantes com quem já topei nos últimos anos. Recomendo…

Abraços a todos!

Luisa finalmente chegou naquela fase de querer todos os brinquedos que vê. Morro de rir, porque ela pede até brinquedos que não servem para a idade dela, ou que ela simplesmente não tem idéia do que vai fazer com eles.

Outra coisa engraçada que venho notado nos últimos dias é a quantidade de expressões “adultas” que ela diz. É muito engraçado ouvir uma criança de 3 anos falando frases como: “Por que ele faria isso?”; “Pode deixar que eu resolvo tudo, mamãe.”; “Mamãe, você acha mesmo que eu vou querer fazer isso?” e  etc. É o mal de conviver num lar sem outras crianças… Mas, por outro lado, a gente se diverte com as repetições desse “projeto de gente” que vive imitando tudo o que falamos e fazemos.

Um dia destes o meu marido sentou na poltrona para ler um livro e aconteceu o seguinte diálogo:

- Papai, eu também quero ler.

- Mas, filha, você não sabe ler ainda.

- Eu sei sim! Quer ver?

- Quero!

Então ela sentou num banquinho com um livro, cruzou as pernas, colocou o livro no colo e começou a folhear.

- Viu, papai? Eu estou lendo!!

É genial! Eles ainda não fazem a mínima idéia do que seja realmente ler, mas falam que sabem e que estão fazendo com uma convicção tão ótima. É delicioso!

Minha mãe me conta que quando eu era criança, mais ou menos  com a mesma idade em que a minha filha está, um amigo dos meus pais chegou em casa e me viu “lendo” um gibi da Turma da Mônica de ponta cabeça. (NOTA: Eu não sabia ler, mas adoraaaaaaaaaaaaava ficar olhando as figurinhas e vivia pedindo a meu pai pra comprar gibis… E a Luisa faz a MESMA coisa, e com as mesmas revistas – as da Turma da Mônica.) Então se deu o seguinte diálogo:

- Hey, você sabe ler?

- Sei.

- Mas a revista está de cabeça para baixo!

- É que eu estou RELENDO!

Muito bom, né? Quando somos crianças somos dotados de uma lógica única e deliciosa que, infelizmente, a gente vai perdendo ao longo dos anos. Acho legal mesmo quando topamos com pessoas como o roqueiro Serguei, que outro dia comentou em seu Twitter que passou a tarde observando uma formigueiro, até que notou que uma formiga rebolava igual ao Mick Jagger (Duvidam? Leiam aqui.). O povo lê isso e pensa: “Esse cara é louco!!”. Acho que não… Acho apenas que ele ainda lembra como pensar com a lógica e a observação de uma criança. E é delicioso fazer isso.

Definitivamente: criança é tudo de bom!!

Até mais!!

Abrindo os links de uma matéria na Oficina de Estilo para ver os vídeos do Michael Jackson me bateu uma tristeza ao assistir “You’re not alone”. É só olhar em seu rosto. O Michael já pedia socorro… Triste, muito triste que nenhum amigo verdadeiro ou familiar tenha dado a ele o suporte de que precisava quando começou a dar os primeiros sinais de sua loucura crescente e de sua não-aceitação de si mesmo,  naquela busca desenfreada por um “embranquecimento” que o levou à morte.

Triste, muito triste. Não foi espantoso ele morrer aos 50 por conta da vida que levou com muitos excessos (de drogas, de remédios, de fama). Mas é triste pensar que poderia ter sido evitado se seus familiares tivessem lhe dado o único remédio que precisou durante toda a vida: AMOR.

Eu não vou tecer maiores comentários sobre o caso. Estava fuçando alguns blogs hoje, e Rafa Losso traduziu exatamente o que penso a respeito de Michael Jackson.

Então, encerrando, transcrevo aqui o texto de Rafa Losso:

Michael Jackson e o confuso luto pelo patinho feio

Já estamos acostumados a perder aqueles que chamamos de estrelas. Em nossa era pós-pré-alguma-coisa, acostumados a seguir a história das pessoas como se fosse ficção. Como se fosse mentira.

Usamos a interpretação de cronistas e blogueiros para levarmos nossa imaginação além, e para que possamos acreditar que a realidade lá fora á bem menos estúpida e comum do que nós vemos com os olhos. Dependemos do sonhos que alimentamos nos outros, para não precisar expôr os nossos.

Nós somos ridículos.

Mas não somos os vilões da história de  Michael Jackson. Uma história que toda a humanidade acompanhou, dos mais radicais terroristas árabes muçulmanos que assistem Al-Jazeera o dia inteiro passando por (insira aqui seu cliché preferido, de preferência de uma nacionalidade distante, estranha, “bizarra”).

A história de Michael Jackson é fantástica demais para que tenhamos algo a ver com ela. Quantas pessoas no mundo mudaram de raça? Quantas foram tão reprimidas à ponto de perder a identidade sexual? Quantas poderiam entrar em qualquer bar, café, cinema, restaurante do planeta e causar um choque imediato?

O mundo precisava de Michael Jackson. E Michael Jackson estava lá.

Quando tudo parecia sujo e feio, Michael Jackson estava lá. Quando a música precisava dar um passo à frente. Quando a dança precisava de um herói. Quando os tablóides precisavam de um escândalo.

Inflamos o ego dele para que acreditasse desde criancinha que nós sempre estaríamos por perto se ele precisasse. Não estávamos.

Ninguém segurou Michael Jackson quando ele desabou no chão, de uma hora pra outra, nessa quinta-feira.

Uma hora depois, milhares estavam em frente ao Hospital Universitário de Los Angeles. Já era tarde.

Quantos daqueles milhares tinham um ingresso da turnê de Michael Jackson em uma gaveta em casa?

Quantos dançaram o Moonwalk na frente do espelho?

Michael Jackson foi uma invenção. Historicamente, um mito construído pelos esforços coletivos de uma assessoria “ousada”, que desenvolveu uma estratégia extremamente agressiva de marketing, e que criou um formato inédito. A idéia foi lançá-lo com estardalhaço, em produções de encher os olhos, e confiná-lo ao isolamento e ao silêncio minutos depois.

Michael Jackson nunca teve ninguém. E acreditava que é assim que se vive.

O bunker de Michael Jackson era intencional: se não pudesse falar com ele, a imprensa teria que inventar notícias para suprir à demanda imensa criada em sua audiência (nós), que, por usa vez, teria que transformar imaginação em esquizofrenia  para passar e encaixá-lo mesmo na especulação mais exdrúxula, já que não havia outra escolha. Os boatos mais absurdos passaram a ser publicados, e eram acompanhados (aumentados, por vezes) pela mesma assessoria. Foi a aplicação do princípio “fale mal, mas fala de mim” em uma escala absurda e surreal.

É claro que perdeu-se o controle.

Em pouco tempo, ninguém mais sabia no quê acreditar. De boatos ingênuos e inofensivos (Michael Jackson teria mesmo comprado o esqueleto do homem-elefante? Dormia em uma bolha de oxigênio? Estava virando a Elizabeth Taylor?), em pouco tempo passou a realmente chocar e escandalizar mesmo o mais apaixonado fã, quando surgiram as tais denúncias de pedofilia.

Pode ser que Michael Jackson tenha feito todas essas coisas. Mas também pode ser que a imaginação e a empolgação de alguém perto dele, pode ser que a adrenalina e a fantasia provocada pela presença dele transformava todo o resto em ordinário, descartável, chato.

Pode ser que Michael Jackson viciasse. Depois de entrar em seu círculo mas próximo, pode ser que a rejeição ao ver que ele passou a preferir outra pessoa fosse dolorosa o suficiente para que uma criança simplesmente acreditasse que realmente foi molestada. E talvez moralmente e psicologicamente a proximidade com uma estrela tão grande e polêmcia fizesse mesmo mal.

Percebe como não sabíamos no que acreditar em relação à ele?

Por isso mesmo, na tarde de ontem, quando a notícia foi publicada por um tablóide, ninguém sabia como reagir. Seria verdade? Mentira? A tão esperada confirmação nunca vinha. Enquanto isso, piadas eram feitas. E uma simples busca no Google ou no Twitter era suficiente para revelar o melhor e o pior do que somos capazes.

Faça um exercício: procure por uma imagem de Michael Jackson no Google Imagens. Vai lá. Eu espero.

Depois de dar uma folheada, quantas piadas você encontrou? Dessas, quantas eram boas? Quantas eram absolutamente idiotas?

Fazer todos acreditarem no impossível, como ele fez, teve uma consequência devastadora. Perdemos a referência pela ilusão. Acreditamos que poderíamos voar. E as pessoas riram de nós.

Somos ridículos se acreditarmos que não temos nada a ver com isso.

Quando uma estrela morre aos 50 anos as falhas da cultura que produziu o seu brilho, poliu seu talento e premiou suas conquistas são imediatamente expostas. Nesse caso, a nossa. Mas não adianta fazermos nada a respeito agora.

Agora é hora de luto.

Michael Jackson e o confuso luto pelo patinho feio

Desde que surgiu a primeira empregada doméstica (eu poderia dizer “secretária do lar”, mas odeio eufemismos), os embates entre elas e as patroas surgiram junto. Eu não consigo entender… Se alguém se dispõe a executar um serviço, seja ele qual for, é porque precisa do dinheiro. Não interessa qual a profissão, ou a faixa salarial, a premissa é a mesma: você presta um serviço e é pago por ele. Se o serviço não for bem executado, possivelmente você será substituido. Correto?

Mas no universo das empregadas domésticas essa relação é um pouco confusa. Será que por executar uma atividade que, de certa forma, as coloca na intimidade de seus patrões, porque estão ali dentro de nossos lares, vendo e ouvindo tudo o que se passa, elas acham que a relação de trabalho deve ser diferente das demais? Uma vez a minha avó Ada me disse que a boa empregada é aquela que se preocupa apenas com o seu serviço, sem se meter na vida dos patrões. Ou seja, a que tudo vê, tudo ouve, mas nada diz. Discrição acima de tudo. Isto é profissionalismo. Às vezes não temos como evitar que elas vejam e ouçam o que se passa em nossa casa, mas esperamos sempre (ingenuamente) por sua discrição.

Mas esse é o menor dos problemas. Afinal, num mundo de orkut, facebook, twitter, myspace e etc, não é tão fácil assim obter privacidade, não é mesmo? O negócio é quando elas começam a se achar as donas da casa, da razão, dos patrões. Tem coisa mais difícil do que apontar uma falha no serviço de uma doméstica? Elas estão sempre com uma resposta na ponta da língua, afiadinha, para rebater. Um simples “Creuzedete*, lembra de apagar a luz do quartinho antes de ir embora, que você deixou acesa da última vez” imediatamente vira um “Mas eu sempre apago a luz, D. Lia!!”. E duas semanas depois, ao encontrar as luzes de T-O-D-O-S os cômodos acesas enquanto ela apenas limpava o banheiro, um “Creuzedete, quando sair de um cômodo, lembra de apagar a luz. Estava tudo aceso da cozinha pra trás.”, imediatamente vira um “Mas eu não deixei luz acesa, foi a senhora que estava na cozinha!!”.

Detalhe básico? Não, eu não fui a última pessoa a sair da cozinha, porque a deixei lavando um prato quando saí de lá. E não, não eram as única luzes acesa.  Tinham mais TRÊS, fora as duas do corredor e a de um quarto que ela já havia limpado e largou acesa. Total de lâmpadas acesas inutilmente? OITO. *** Será que minha sogra virou sócia da companhia de luz e não avisou pra gente? ***

Enfim… É, no mínimo, curioso e engraçado este costume que elas têm de não aceitar críticas. A que trabalhava na casa da minha mãe era igualzinha. Largava tudo podre de sujo em cima da geladeira, cheio de pó, e só limpava quando minha mãe lembrava de mandar (o que acontecia uma vez por mês, em média). E quando a minha mãe pedia a ela para limpar, imediatamente ela retrucava que limpava em cima da geladeira duas vezes por semana.

Será o tal ego? Às vezes acho que esta atitude é porque elas se sentem inferiores limpando casas alheias. Aí respondem às críticas e orientações com muito ego.

O que fazer? Absolutamente nada… Eu opto por fingir que não ouvi a resposta e observar se ela fez o que foi pedido. E se fizer errado de novo, eu chamo a atenção mais uma vez. Sempre com muita educação, com muito jeitinho, sem qualquer tipo de grosseria. Afinal, convenhamos… Se elas fossem grandes gênios da humanidade e não precisassem de orientação para executar o seu serviço, não estariam limpando nossos banheiros. Não é verdade?

E haja paciência…

Deu no Estadão:

Estudantes e PMs se enfrentam na USP

A história é a mesmíssima há décadas, nas mais diversas universidades públicas do Brasil TODO. Mudam o estado, o governo, os estudantes, os professores, mas a história não.

Professores e/ou estudantes entram em greve, fecham ruas, reclamam, depedram prédios de universidades em  protestos agressivos (detonando ainda mais um patrimônio que ainda lhe serve e que já estava ruim), fazem aqueeeeeeeela arruaça. O governante na vez manda a PM dispersar a bagunça e restabelecer a ordem. O que acontece? A PM joga gás pra dispersar, os manifestantes rebatem com pau, pedra e o que mais tiver em mãos, depois apanham da PM e vão pra TV, rádio e jornais reclamar da truculência dos policiais e do governo.

A história se repete semeste após semestre, em tudo quanto é universidade pública do País. Agora eu pergunto: se a história começa, se desenvolve e termina SEMPRE DA MESMA FORMA, pra que diabos continuar agindo da mesma forma? Por que não começar a estudar meios de fazer a máquina pública funcionar a seu favor? Por que não usar a mídia a seu favor, em vez de aparecem nas manchetes como um bando de arruaceiros?

Eu concordo que o ensino brasileiro (do fundamental ao superior) carece de grandes transformações e melhorias. Mas estão brigando da forma errada. Se esta forma fosse a correta, a coisa já teria mudado há muitas décadas, não acham?

Lembro que no meu primeiro semestre numa universidade estadual tivemos uma professora terrível: além de grosseira, não cumpria horário, nem a ementa da matéria. No semestre seguinte ela teria sido nossa professora outra vez. O que fizemos? Corremos atrás das ferramentas que o próprio estatuto da instituição nos dava para nos livramos dela e requermos um professor melhor no semestre seguinte. E isso foi conseguido. Sem greve, briga ou arruaça.

Os meios existem. Só precisam descobrir quais são e como usá-los. A violência e a confusão não podem ser o primeiro recurso numa discussão. Chega, né gente??

Só pra refletir: A covardia tem nome: PM da Bahia
Dois pesos, duas medidas?? Só é feio quando os tucanos fazem? E, como citou Gravataí Merengue, na Bahia nem foi com mandado judicial, hein??

Ontem, 5 de junho, foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Hoje, remexendo nos meus e-mails, eu encontrei um e-mail do TAM Fidelidade se o assunto com um gif que eu achei bem criaitivo. Então, estou repassando a mensagem deles. Afinal, se é pra divulgar coisas boas, até propaganda de graça é válido. Não é mesmo?

Tam Fidelidade

Tam Fidelidade

E vamos colaborar!! ;)

Diálogo entre meu marido e minha filhinha de 3 anos e meio, enquanto ela desenhava em seu caderninho rosa com umas canetinhas coloridas novas que eu dei.

- Lulu, vc me dá um beijãozão na bochecha?

- Ah, pai! Tô ocupada. Mãe, dá um beijo no papai!!

Posso com esse povinho pequeno? rsrsrsrsrrs

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