
Quando Luisa não está aqui para brincar, Maria gruda em mim. Normal…
Daí ela deixa o brinquedo, vem aqui, bate na minha perna, diz “Ai!” e sai dando risada. Eu falo pra ela “Que feio, neném! Não pode bater…” Então ela volta, faz carinho na minha perna, solta um beijo e sai dando risada novamente. Pura sapequice!
Segundos depois ela volta e pede colo. Sentada em meu colo ela pega o copo com água que estava sobre a mesa e eu rapidamente seguro para ela não virar tudo (como ela faz com a água dela). Então ela me surpreende… Empurra o copo em direção à minha boca, em vez de tentar virar. Eu bebo e ela acha graça. Desce de novo do colo.
Mais uma vez volta, pede colo de novo e começa a fazer carinho no meu rosto. Eu pergunto: “Está com sono neném?” Levo um tapinha e uma reclamação (“Non!”). Então ela aponta para a geladeira e diz “Ãmm” (assim, com o “ã” e o “m” pronunciados, que na linguagem mariística quer dizer “leite”). Levanto, preparo seu leite morno e entrego. Ela me solta um beijinho e vai sozinha sentar no sofá toda feliz bebendo seu leite, enquanto assiste “George, o curioso”.
Agora eu me pergunto: Como é que esse pedacinho de pessoa consegue se expressar tanto e dizer tantas coisas sem falar praticamente nada? LOL
Enquanto isto, Luisa, no alto da sua sabedoria de 5 anos, vive me surpreendendo com um vocabulário cada dia mais perfeito. É impressionante como ela absorve não apenas as palavras que a gente fala, mas os seus significados. Ela aprende com muita facilidade, percebe as construções e repete quase sempre sem erro. Não é o que eu esperava de uma criança na idade dela. Convivo, aqui no condomínio, com muitas crianças da faixa etária da Luisa e percebo que a forma de se comunicar, as construções das frases dela e o vocabulário estão bem superiores em relação à maioria. E não é corujice de mãe… é espanto mesmo! Juro que me assusto!
Ontem mesmo eu fui brincar com ela mandando ela adivinhar o cardápio do almoço de hoje. Ela foi dando palpites e eu dizia “Não“. Aí quando ela chegou perto, eu falei. A resposta dela: “Mãe! Não era pra você ter me contado! Era para TER MANTIDO o segredo até eu adivinhar!” E ainda esta semana, sobre uns vasinhos de flores sem uso, ela pediu para eu guardar com a observação: “Eles servem para nós PLANTARMOS tomates.” Há algumas semanas, não me lembro exatamente o teor da conversa, mas registrei na mente a resposta: “Pode ser que eu queira fazer isto. Pode guardar até que eu o faça?”
Tudo bem que eu sou cricri no que se refere à escrita, mas em casa nossa linguagem é comum, coloquial. OK que nós pouco usamos gírias e que não temos por costume cometer erros absurdos (nóis vai, nóis vem!), nem por brincadeira… Mas Luisa é fora de série! Desconfio seriamente de que sou mãe da reencarnação de algum grande lexicógrafo do nosso idioma. Só pode!!
Te cuida, Pasquale!!


q linda!!!!!
Que lindas!!! Me lembro que o Vítor também era assim, falava todo certinho, se errava ficava repetindo até acertar. Com dois anos e pouco ele disse pra mim que uma coleguinha da escola era muito “deselegante”, pq era mal educada com as tias. Dá pra crer? kkkkkk
Esses meninos vão longe, a gente que se cuide!!!
Eu tenho medo dessa futura geração. Medo mesmo! rs
Mas q Deus os conserve assim.
Demais né,Lia…sei o que é isso,pois Suzana tbém vivia nos surpreendendo,sempre falamos corretamente com eles,nunca usamos aquela linguagem tati-bi-tati q alguns pais usam,ñ mestres no português,mas evitamos erros como “pra MIM fazer”, “menas” e por aí… tanto que uma vez qdo era menor Su assistia ao jornal e ao ouvir a garota do tempo falar “temperaturas amenas”, saiu gritando “mãeeeee,a mulher no jornal falou menas…” E vivem corrigindo a prima q vive falando “a gente vamos”,tbém explico q é preciso cuidado para corrigir as pessoas…
Até hj fico de boca aberta com as palavras que usam e acertadamente…ufaaaaaa,isso é bom né???bjs!!!
É uma cria muito linda meu Deus do céu! Será que eu tb fazia isso, gente? Mainha já já me diz, rsrs Meu parabéns Lia, adorei!!!
oooowwwnnnn, que coisicas mais fofas! eu tenho 1 medo muito grande: meu vocabulário repleto de palavrões. Eu vou ter que me controlar HORROOOOOOOOORES pro meufilho não repetir o que a mãe fala… /o\ algo me diz que eu vou ter que inventar palavrões, pra não morrer intoxicada!
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Menina, eu sou baiana. Baiano xinga. Este é um fato! Mas depois que Luisa nasceu eu comecei a me policiar e fui diminuindo gradativamente e sempre cuidando pra nunca falar na frente dela. Quando casei ficou fácil, porque me mudei pra Sampa (onde as pessoas xingam, mas não chega no nível baiano de ser… kkkk) e meu marido e sogros, pessoas com quem mais convivo, não falam palavrão de jeito algum! Hoje é muito, muito, muito raro mesmo eu soltar alguma coisa e, normalmente, não passa de um simples “que merda!”. Ufa… kkkkkk
Lia! Só te digo uma coisa; Astrolábio, Greenwich, Kepler, helicoidal, Cinesiologia, paratifóide!!!!! Essas e muitas mais!!!! Imagem e Ação revela os culpados!!!! hihihihi
Crianças espelham muito o comportamento de adultos. (fui do contra!, rs). Na verdade, não sei.rs
Principalmente o fato da convivência com adultos de patamares semelhantes (intelectual e bagagem adquirida), funciona com… (perdi a rabeira aqui, preciso parar de fazer 3 coisas ao mesmo tempo). Enfim, melhor filhos com um vocabulário rumo ao infinito, pq ouvir senta q é de menta de uma criança da idade delas é uó! (falta de tempo pra escrever ;( ) bjs e bom fds.
rsrsrsr eles têm uma forma bem peculiar de comunicar msm!
bjs
Ah que lindeza. Acho lindo crianças se comunicando corretamente, da vontade de morder, de tão lindo que é. Quando chegar a hora da Alice aposto que ela vai falar bonitinho. Não sei se estará usando palavras como a sua (uma fofa), mas espero que se espelhe no nosso modo de falar. Acho o máximo.
Encontrei seu blog no Minha Mãe que Disse e estou adorando. Desde o formato até os textos. Vou voltar sempre! Estou te seguindo e vou linkar também. Quando tiver um tempinho, passa lá no meu dar uma espiada! Estou esperando! Um beijo!