
Honestamente: Quem aí se sente confortável presenciando isto?
A Flávia Fiorillo postou no Facebook a seguinte matéria:
The no-kids-allowed movement is spreading
Muitas mães estão achando absurdo que algumas empresas lá fora estejam criando setores e serviços “no kids allowed”, voltados para aquele público que não se sente nem um pouco confortável quando algum ‘anjinho’ começa a fazer birra e a gritar. Sinceramente??? Não SUPORTO estar em um ambiente com criança mal-educada. Sabe aquela criança que visivelmente está fazendo birra e os pais não conseguem manter o mínimo de controle sobre elas? Pois é… Estas aí deviam ficar em casa até serem devidamente educadas para conviver em sociedade. Meu pensamento é: “Quer criar igual a bicho, crie… mas não imponha suas ferinhas aos outros, que ninguém é obrigado.”
Sem hipocrisia, eu acho mesmo muito desagradável. Ainda mais quando percebo que os pais não estão nem aí e até acham “bonitinho”… Fico muito p.. da vida com estes pais!
Aqui em casa Luisa conhece muito bem a regra: “Se fizer birra, vai pra casa.” Nunca passei vergonha com ela em lugar algum. Também não a levo para lugares que sei que não são ambientes convenientes para crianças (como bares), ou em horários inadequados. Acho o cúmulo ver pais com bebês na rua, 22, 23h… Pra que isto? Se você não tem com deixar seus filhos pra ir pra balada, NÃO VÁ! Faça programas em lugares e horas apropriados para seu filho. Respeite sua criança! A infância delas vai passar rápido e vocês ainda terão muito tempo pela frente pra se divertirem a dois, tranquilos.
Com Maria, que tem 1 ano e 3 meses, eu fico com ela nos lugares enquanto sei que ela está numa boa. Começou a chorar, por qualquer motivo que seja, eu vou embora. Se ela tá doente, com dente nascendo, com sono, irritada ou fazendo birra… Não importa! É o MEU problema, e não dos outros. Acho que tem gente que deve pensar assim: “Ah, eu quero almoçar fora e meu filho bebezinho vai junto, mesmo não gostando de barulhos e ambientes com muita gente, porque eu mereço sair também.” Isso é egoísmo e super injusto com a criança.
Então, pensando sob a perspectiva de quem não tolera falta de educação, de quem tem pena de ver crianças sendo submetidas as ambientes inadequados para elas, não acho ruim que algumas empresas queiram atender a esta demanda estipulando setores separados. Existem lugares para fumantes e para não fumantes, lugares onde podem entrar animais de estimação e onde não pode… E por que não pode ter lugar para ir com as crianças e lugar só para adultos?
Quem sou eu pra discutir a vontade alheia? Se tem demanda, as empresas estão é muito espertas em querer agradar a este público. Tendo as duas opções, elas não vão perder clientes. Assim como eu acho que tenho direito a ter lugares para frequentar com as crianças, acho que os outros tem direito a ir num lugar e saber que não vai ser incomodado com choro e gritaria de filhos alheios.
Olha o que o médico Américo Canhoto fala sobre o assunto:
A muitas crianças, falta além de educação; treinamento adequado para viver em sociedade; daí; onde estiverem passam a ser rotuladas como crianças-problema.
Vamos estudar alguns dos tipos mais comuns:
• Sem limites: essas crianças carecem de parâmetros de comportamento social; invadem o espaço dos outros, não tem horários definidos nem rotina instituída. É comum que sejam filhos de pais acomodados, preguiçosos e inconstantes. Recebem ordens segundo o estado de humor dos pais que geralmente vivem em conflito íntimo e entre si.
• Birrentas: Tudo querem ganhar no grito, não sabem e não querem aprender a esperar sua vez. Jamais aceitam um não às suas vontades. Quase sempre são filhos de pais impacientes, intolerantes e contidos.
• Agressivas: Quando contrariadas em seus desejos, chutam, batem, mordem, xingam. Espelham os pais sem as máscaras da hipocrisia.
• Inconvenientes: Comportam-se indevidamente nos ambientes; gritam; são barulhentas.Não são tecnicamente doentes mentais ou apresentam distúrbios das emoções; para essas crianças, falta apenas treinamento para a vida social; que ao longo da existência, vai se processando forçada pela necessidade de serem aceitas na escola, no trabalho, nos clubes, etc.
Nesse caso a máscara social da hipocrisia cai com mais facilidade em situações limite; cada vez mais estreitos. Pois muitas vezes não houve ainda uma reforma íntima das tendências e predisposições que caracterizam sua personalidade em evolução.Crianças problema são cada vez mais raras: famílias problema são cada vez mais comuns.
(Fonte: http://construindoafamiliadofuturo.blogspot.com)
Quer dizer… No fim, exceto em casos raros, a culpa é sempre de quem? Dos pais. Então, por favor, em vez de achar ruim que seu filho não seja bem-vindo em alguns ambientes, trabalhe o comportamento dele em casa, para que, ao longo do tempo, nas gerações futuras, as pessoas não sintam mais necessidade deste tipo de divisão e todos possam conviver harmoniosamente em qualquer lugar.

Tá, não precisa tanto... Mas não é bonitinho?
(Linchamento público contra a minha pessoa começando em 3, 2…)

Amei seu texto. Deveria ser emoldurado, sério. Nada como serenidade e imparcialidade para falar sobre aquilo que se conhece.
Tem muito pai/mãe que acha que seus filhos podem tudo, que eles (pais) estão acima do bem e do mal porque geraram uma criança.
Tudo tem limite, né ?
Parabéns e bom final de semana
Cara, eu nao me irrito. Eu nao ligo, pra mim nao faz diferença a criançando dando show, mas se a mae entra na onda,aí eu me incomodo. Mostra claramente o quão desiquilibrada ela é.
Mas concordo com voce, existem lugares que não são feito para crianças. E as pessoas insistem em levar os bichinho pra bar, expondo eles a bebados e fumaça de cigarro por exemplo.
Educação é tudo. Quem deve dar os exemplos são os pais.
Se você prestar atenção, mais de 90% dos casos os pais entram na onda ou não fazem nada, e ainda acham que todo mundo tem obrigação de aguentar. Eu não sou de ir lá e reclamar, mas que me irrito, ah me irrito. Tenho dó da criança que, na verdade, nem é a culpada. :/
Falta de educação, seja de criança ou de adulto é insuportável em qualquer lugar
Cadê o botão ‘curtir’ daqui?
na boa né, qdo a criança começa com birra, e o pai começa a bater ou gritar, já explica da onde surge a má educação.
Mas o q vejo é pai q não sabe msm lidar com os filhos.
Meu filho é show, vou com ele ao shooping, restaurantes, e outros lugares, ele fica na boa comportado, senta pra comer, espera EU terminar minhas coisas pra poder ir brincar no play.
Mas eu desde cedo ensinei Limites a ele
Limite é tudo!
Então, parece que esse será um problema mais sério! As próximas gerações ou melhor a geração do filho único.
Na china este comportamento que citou acima já tornou-se um problema. São adultos mimados que não sabem efetuar tarefas com demais individuos, querem tudo instantaneamente. Tal comportamento que vem da infancia.
Até discordo do criar feito bicho. Pois bichos são mais educados que muitas crianças. falo isso pois tenho animais e tive muitos.
A verdade é que nós que criamos os monstrinhos. Vc pode deixar sua criança um ou ser uma criança! Se virar monstrinho até vc é vitima! bjs e bom fds
Quando digo “criar feito bicho”, é uma expressão antiga lá da Bahia. No caso, não se trata de quem cuida de bicho com amor. rsrsrs A expressão significa “criar sem regras, sem dar educação”.
But, concordo… Já tive cachorro mais educado e comportado do que os filhos de muita gente que eu vejo por aí.
Adorei,Lia!!!Concordo muito com isso,qdo aquela menina no Malvadezas escreveu um post polêmico concordei com ela neste quesito,gente que impõe seu filho sem educação a todos.Meus filhos não são santos,mas não permitam que corram desembestadamente no shopping ou no restaurante e odeio ser empurrada por uma criança e a mãe ainda olha de cara feia pra vc q não saiu da frente do pestinha…
Aqui frequentamos um restaurante desde q eles eram bebes,tem moisés,cadeirinha e é muito frequentado por famílias,mas nunca vi crianças correndo e quase derrubando garçons,eles ainda dão bolas de gás para todas as crianças…
Daniel a única vez q foi fazer pirraça no shopping ficou sozinho largado no chão com seu show,viu q não tinha plateia,levantou e seguiu em frente…
Eu controlo meus filhos,pelo menos na rua,kkkkkkkkkkk em casa às vezes o bicho pega rsrsrsrs…
Não vou te linchar,te dou os parabéns!!!!
A única vez que a Lu se jogou no chão pra fazer birra, fiz o mesmo que você. Ela tinha quase 2 anos. Nunca mais tentou! Vai fazer 6 e quem nos conhece pode comprovar o que digo: Ela é uma verdadeira lady. rsrsrs
Adorei o texto apesar de não concordar com tudo.
Penso que a criança tem sim que se rebelar por não conseguir o que quer. Se jogar no chão e fazer pirraça é demonstração de frustação. Cabe a nós ensinar aos nossos filhos como lidar com isso, como se comportar em situações frustrantes. Mas pra isso precisamos q eles passem por essas situações.
Não acho saudavel uma criança que concorda com tudo, que não se suja a mesa, que não chore por querer um brinquedo, que não conteste uma ordem.
Concordo que o problema está nas familias e não nas crianças.
Não quero criar polemica, apenas dar minha opinião e ouvir a de vcs.
bjs
Concordo plenamente. Criança precisa e TEM QUE demonstrar suas emoções. Mas o que eu passo para a minha, no caso, é que ela pode fazer isso conversando comigo. Desde miudinha, eu sempre disse a ela: “Se você quer conversar comigo, vai ter que parar de fazer birra”. Aí ela foi percebendo que conversando, a gente chegava numa solução, e foi naturalmente parando com as birras.
Pode chorar se sentir vontade, mas se jogar e espernear no chão? Não permito mesmo, não. Ensino a ela que as coisas podem ser resolvidas pelo diálogo. Converso muito com ela, e ela sabe que pode e se sente à vontade pra falar comigo tudo o que pensa e sente. Somos muito cúmplices. Não trato ela como boba e sou sempre muito franca sobre tudo que ela me questiona. Acho que equilíbrio é fundamental.
Agora, o que eu retrato aqui, é a situação daqueles pais que não apenas acham “normal” a criança fazer birra sempre, em qualquer lugar e por qualquer coisinha, como não sabem educar para resolver as situações de conflito. Complicado, né?
Concordo com absolutamente tudo! E vivo em “treinamento” constante dos meus filhos para que convivam bem em sociedade! É claro que eles são crianças e respeito muito essa condição, não dá para ser muito exigente ou ter expectativas como se fosse um adulto, obviamente. Mas ninguém nunca se atirou no chão fazendo birra por qquer coisa, isso é feio e não deve ser tolerado em qquer idade, né?!
Bjos,
Camila
http://www.mamaetaocupada.com.br
Ontem tinha umas mães completamente fora da casinha com 2 crianças às 23hs no show do Arnaldo Antunes aqui em Porto Alegre.
Olha, amo meus filhos mais do que qualquer coisa, mas sinceramente, não é o local nem o momento pra tal demonstração… O agito, aquelas luzes fortes, gente gritando, aplaudindo e assoviando ao mesmo tempo a cada música… Já pensou que horas a figurinha ia dormir?
E que criança sem limites vai se criando, achando que pode participar de tudo da vida de um adulto, em ambientes que não são pra ela?
Sei não… eu sou mãe dos meus filhos, mas não parceira de festa aos 2 e 7 anos, nem coleguinha.
Ótimo texto!
Beijo!
Ingrid
concordo muito.
há limites, né?
bjbjbj
http://maeporacaso.spaceblog.com.br/
Concordo muito e sou da mesam filosofia, começou a chorar, a chamar muita atenção – casa!
Tb acho q os outros não precisam aguentar meus filhos e nem eu aguentar filhos birrentos dos outros!
E tb acho super inadequado levar crianças pra lugares “adultos” .
Eu fui morei um tempo ons USA, quando criança e lembro q até na igreja, havia um lugar para pais com crianças, tipo uma redoma de vidro a prova de som, q a gente ficava (minha familia e várias outras que tinham crianças). Vc podia ver o padre e ouvia o sermão em caixas auto-falantes. E achava super bom, não perturbava ninguem!
Abraços, gisele
Lembrando de uma “burralda conhecida em comum” =P:
“Adoro crianças. Com batatas, então, delícia!”
HAHAHAHAAH
Brincadeiras à parte, eu acho que existe um limite bem tênue entre preservar a tranquilidade dos “no-parents” e restringir a liberdade de ir e vir dos que têm crianças à tiracolo.
Numa sociedade que está processando um ambiente que não permite a entrada do cachorro guia de um deficiente visual (mesmo que com motivos razoáveis), eu acho um pouco complicado defender a existência de ambientes que não permitem crianças. Um deficiente visual tem mais direito de ir e vir que os pais de uma criança?
(ok, pegadinha – a condição dos pais é temporária, a criança vai crescer).
Mas enquanto não se decide sobre o que fazer, botar pra fora quem faz arruaça e atrapalha os demais clientes (independente da idade) é direito de todo comerciante.